quarta-feira, 21 de setembro de 2011

-ING nem sempre é Gerúndio

Hello everybody!

Uma das formas com a qual acostumamos a tratar de uma maneira, mas que possui outros "usos" é o gerúndio. No português, é determinado pelas terminações -ando, -endo e -indo. O equivalente no inglês são os tempos contínuos. Identificamo-los com o uso do sufixo -ing. Por causa disso, muitos estudantes sempre traduzem as os verbos que terminam em -ing como verbos no gerúndio. E essa tendência, se não desmistificada logo, acaba por acompanhar este mesmo aluno ao longo dos seus anos de estudo. Então vamos lá!

1) Quando o -ING é gerúndio?
Quando o verbo+-ing é antecedido pelo verbo TO BE, formando os tempos contínuos. Lembrando: as formas contínuas, basicamente, nos dão a ideia de que uma ação ocorre ao mesmo tempo em que se fala ou concomitantemente a outra ação.
Ex.:
Sam is writing in his blog right now! And you are reading this! = Present Continuous (ou seja: as ações são praticadas neste momento)
Jenny was talking on the fone while she was driving = Past Continuous (quer dizer: ela realizava duas ações ao mesmo tempo)
By this time tomorrow, I will be playing soccer = Future Continuous (isto é: projeta-se esta mesma hora no futuro e diz-se o que vai ocorrer naquela hora)
Mark has been studying English since 2000. = Present Perfect Continuous (ou seja: ação iniciada no passado, que ainda não se encerrou e que ainda se reflete no presente)
Before doing her homework, Sandra had been jogging = Past Perfect Continuous (isto é: fato que ocorria se iniciou e terminou antes de outra no passado)

2) Quando o -ING é infinitivo?
Em 2 momentos:
a) Quando o Verbo+ING é sujeito de frase.
Ex.: Walking is good for health. (= "Who is good for health? The action of "Walk"!)
b) Após alguns verbos e após preposições
Ex.:
Before doing her homework, Sandra had been jogging. (usei o mesmo exemplo acima para ilustrar o 1º verbo+ing)
I enjoy going out with my friends.
(outros verbos mais usados que pedem -ing: don't mind, feel like, practice, spend, stop*, be good at, etc.)

3) Verbo+ING como adjetivo.
Também é possível, mas não são todos os verbos que admitem essa condição. Na sua maioria, o particípio dos verbos também é considerado adjetivo. Porém, verbos como embarrass, disappoint, frustrate, tire, bore, frighten, etc. admitem as duas formas, mas com significados diferentes.
Ex.:
She was embarrassed. After all, the situation was embarrassing. (Embarrassed = envergonhada; Embarrassing  = vergonhosa/embaraçosa)
What was the last interesting TV show you watched? Were you really interested in it? (Interesting = interessante; Interested = interessado).

ATTENTION! WARNING! BE CAREFUL!
A preposição TO determina o infinitivo dos verbos. Contudo, após certos phrasal verbs preposicionados com TO, o verbo não vai na sua bare form, mas na -ing form.
Ex.: I'm looking forward to hearing from you! (=phrasal verb mais comum com essa característica)

*Outra coisa: o verbo STOP admite, após ele, tanto o infinitivo com TO, quanto o infinitivo com -ING. Porém, os significados são diferentes:
I stopped smoking (= "Parei de fumar" - não o faço mais!)
I stopped to smoke (= "Parei para fumar" - estava caminhando quando me deu vontade e eu parei para fumar). Voltaremos a tratar de verbos com essa mesma característica em outro post, ok?

Dúvidas, contatem-me!

Cheers!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Get what you need

Hello again!

Um dos verbos que causa mais confusão na língua inglesa é o GET! O get não tem uma tradução definida. Ele pode aliar-se com adjetivos, preposições, etc., e sua tradução pode variar de expressão para expressão.

Uma forma muito comum que temos de associar o get é com sentido de "adquirir", "conseguir" ou "obter". Assim, podemos dizer:

"Tony got the job he always wanted" ("Tony conseguiu o trabalho que ele sempre quis").
"She'll get the tickets for tonight's concert" ("Ela vai conseguir/comprar os ingressos para o show desta noite").
(*CUIDADO! Nem sempre conseguir tem tradução de get! "Consegui! Acabei o exercício!" é traduzido como "I did it! I finished the exercise"! Ou ainda "Não consegui terminar meu trabalho ainda" = "I haven't been able to finish my work yet"!)

Quando associado a adjetivos, o get assume a tradução de "ficar". Em post anterior, eu já havia mencionado isso, dizendo que é errado "stay angry" porque stay implica que exista um lugar para ficar. Portanto, temos frases do tipo:
"Don't touch Mary's things or she'll get angry" ("Não toque nas coisas da Mary ou ela ficará brava"). "I go to the gym everyday beacause I want to get in shape when summer comes" ("Eu vou para a academia todos os dias porque quero ficar em forma quando o verão chegar").

Também é possível a utilização dos comparativos, com o get tendo o mesmo significado em questão.
"I hope he will get better soon" ("Eu espero que ele fique melhor logo").
"You will go to Europe only when you get older" ("Voce só irá para a Europa quando for/ficar mais velho")

Já com preposições, o get assume a forma de um phrasal verb. Exemplos clássicos: get along with (dar-se bem (com alguém)), get on/off (entrar/sair - de meio de transporte), get up (levantar-se), etc.

Outros significados para get:

Get = arrive (chegar)
"I usually get home early" ("Eu geralmente chego em casa cedo")

Get = receive (receber)
"Have you got the e-mail I sent you?" ("Você recebeu o e-mail que lhe enviei?")


Hope it may help!
Any doubts, contact me!

See ya 'round!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ajudando (um pouco) a pensar em Inglês

Na verdade, essa ação pode parecer muito complicada a partir do enfoque que se quer dar aqui. O ideal mesmo é que a pessoa que tenha uma boa base da língua portuguesa consiga fazer colocações/orações em inglês. Contudo, nem toda lógica daqui se aplica lá. E vice-versa. Mas enfim, chega de enrolação.

Uma das coisas que acabamos por ensinar aos jovens aprendizes da língua inglesa é a ordem das palavras em ORAÇÕES SIMPLES (e aqui enfatizo esta expressão).

Basicamente assim:


 

Who à What à Where à When


 

A partir desta estrutura, fica fácil a inclusão dos elementos de uma frase: sujeito (substantivos ou pronomes), verbo, objeto (aqui também entram substantivos e pronomes), advérbios, preposições e conjunções.

Um exemplo simples:

"Sally visits her grandmother in Alabama every year."

Se nós pegarmos cada um das "question words" acima apesentadas e substiuí-las na oração, vai ficar mais fácil de entender a situação:

1) WHO visits her grandmother in Alabama every year? à Sally does. (acabamos de encontrar o Sujeito)

2) WHAT does Sally do in Alabama every year? à Visit her grandmother (encontramos a ação e o objeto)

3) WHERE does Sally visit her grandmother every year? à In Alabama (aqui, vemos o adjunto adverbial de lugar)

4) WHEN does Sally visit her grandma? à Every year (advérbio de tempo).

É óbvio que não haverá a necessidade de fazer esse raciocínio o tempo todo. Até porque nem todas as orações contém estes elementos o tempo todo. A exceção, é claro, de WHO e WHAT, sujeito e verbo.

Tudo isto que estamos vendo não pode ser relacionado com o verbo "To Be", especialmente quando se quer apontar características/qualidades. Em construções mais complexas – caso dos tempos contínuos – prevalece a regra acima.


 

De qualquer forma, as melhores dicas para que se estreite o tempo de resposta entre o pensar e o falar:


 

a) Prática! Leia, ouça música, assista filmes e seriados, até mesmo fale inglês sozinho se necessário. Acostume o seu cérebro com toda a informação que você tem.

b) Não tente traduzir tudo a todo tempo, especialmente textos, mas compreender o que eles dizem a partir do contexto. Ao assistir filmes, preste atenção no vocabulário e na forma como são colocadas as frases. Nem sempre as legendas as apresentam como traduções, mas isso também ajuda a gravar informação.

c) Use a tradução como último recurso. Procure olhar para as frases e identificar os elementos, lendo lentamente e por partes. Retorne ao início da frase se ela lhe parecer estranha.

d) Utilize o dicionário somente quando uma palavra aparecer mais de 2 vezes no texto. Provavelmente, ela terá um papel significante na sua compreensão.


 

Tudo o que aqui está dito já foi repetido por inúmeros sites e professores. Contudo, nunca é demais reforçar.


 

See ya 'round!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

The TABLE is not ComforTABLE

Hello everybody!


Para muitos estudantes, especialmente em início de estudos da língua inglesa, a palavra TABLE acaba por gerar muita confusão de pronúncia, especialmente quando ela é uma partícula de palavras maiores como "comfortable", "vegetable", "portable" e etc.


Acontece que a palavra "able" (na tradução, "hábil", "capaz") é um monossílabo. A única vogal presente pronunciável é o "a" (/ei/)! Logo, a pronúncia correta acaba sendo /eibl/ . Como a mesma base é mantida na palavra "table", e ela é uma daquelas palavras que logo aprendemos quando estudamos inglês (quem ainda aguenta a infame frase "the book is on the table"?), acabamos gravando a sua pronúncia nessa forma.


Porém, em palavras polissílabas, "able" acaba por tornar-se uma partícula - um sufixo - na grande maioria dos casos transformando o substantivo em um adjetivo, dando a mesma ideia do que sua sozinha tradução é ("can do it"). Assim, ao associarmos ao substantivo "comfort" (conforto), por exemplo, criamos o adjetivo "comfortable" (confortável). Percebe-se aí, na formação da nova palavra, que o stress permanece com o radical "comfort". E no inglês, as vogais que não são estressadas acabam por assumir o som de /ә/. Logo, a pronúncia da palavra "comfortable" fica parecida com algo como "kânf-tәbl". (Aproveitando esta palavra em particular, percebam que o "r" e o "o" tampouco são pronunciados, ok!?)


Note-se que "vegetable" não entra na regra de formação léxica de "comfortable", mas a regra de pronúncia vale!


Então, nada de "vegeTEIBL", nada de "comforTEIBL", OK!?


Hope it may help!


See ya 'round!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Back to Business

Hello everybody!

Primeiramente, quero me desculpar com todos os que, assim como eu, criaram uma grande expectativa a respeito deste espaço. Quando o criei, há quase 1 ano atrás, tinha como objetivo primordial o esclarecimento de dúvidas e a apresentação de pequenas lições sobre a língua inglesa. O objetivo segue. Porém, tive que deixá-lo de lado um pouco (pelo menos aqui no blog), pois muita coisa aconteceu na minha vida, especialmente no final do ano passado e início deste.

Eu aumentei minha carga horária de aulas, especialmente as noturnas, o que me deixou muito sem tempo de visitar o blog e escrever tudo o que queria compartilhar com vcs todos! Mas agora, sem mais delongas ou desculpas, volto a colocar-me à disposição de todos para podermos trocar impressões e experiências relacionadas aos conteúdos da língua inglesa!

I'm back to business, and I hope you can keep it up with me, ok!?

Stay tuned and in touch for more news around here!

See ya!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Italiano falando Inglês

Esse vídeo já deve ter sido visto por muitas pessoas.
Como eu achei ele muito divertido, resolvi compartilhar com vocês por aqui! Vejam como os sotaques as vezes podem causar muitas confusões.
Ainda sim, reitero o que eu sempre digo para meus alunos e outras pessoas: o importante é que você se comunique em Inglês, entendendo e se fazendo entender! Não se atenha a regras quando a necessidade de se comunicar "falar" mais alto!

See ya 'round!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Que nem Denorex

Hello everybody! So glad to see you again! It's been a while, huh!?

Pois é, fim de ano e correria sempre andam "side by side"! Comigo não foi diferente. Corrigindo provas, encerrando cadernos, expedindo certificados e diplomas. Enfim, here I am again!

Talvez a frase que eu coloquei como título deste post "doesn't ring a bell" nos mais novinhos! Denorex era um shampoo que usava esta frase pois "parecia remédio, mas não era"! E as propagandas à época mostravam coisas que "pareciam, mas não eram", que nem Denorex. De qualquer sorte, não estou aqui pra fazer propagando nenhuma.

Existem frases no português que são "denorex": parecem, mas não são aquilo quando traduzidas pro inglês. Temos mania de traduzir locuções verbais na sua literalidade, sem se dar conta que o inglês possui as suas "collocations", na maioria das vezes, muito diferentes do português. Olhem estas frases:

"If you stay hungry, you can eat a banana."

"I'll give a pass in her house later."

"I hope you can give a read on my text"

"She expects that I pass the exam."

Estas frases são erros comuns dos alunos do inglês justamente por que eles fazem uma transliteração errada das expressões. Em português, nós ficamos com fome; podemos dar uma passada na casa de alguém; damos uma lida em textos; e esperamos que alguém faça algo. Nenhuma destas frases pode ser levada à tradução da forma como aprendemos o português. Há que se observar, sempre, as "collocations" ou regras para cada caso. Vamos a algumas:

1) To Stay é verbo de ação e não de estado. Em português, ele pode ser ambos (sendo então "verbo de ligação"). Logo, não podemos colocá-lo junto de adjetivos (são raros os casos!) como hungry (faminto), happy/sad ("I want you to stay happy!"). Para tais palavras, usamos os verbos de estado: TO BE (ser/estar por natureza), TO BECOME (tornar-se) ou o TO GET com sentido de "To Become". Portanto, a forma correta para a primeira frase em destaque pode ser:

"If you are/get hungry, you can eat a banana."

2) To give: O verbo dar em Inglês só pode ser usado com sentido de "oferecer", "entregar" algo a alguém. No português, ele é usado indiscriminadamente, inclusive dando margem a piadas de duplo sentido! Se você quer dar uma passada na casa de alguém, use o phrasal verb drop by!

"I'll drop by her house later."

"I hope you could read my text."

3) Verbos como to expect, to allow, to advise, to ask, to want, quando usados em locuções, devem seguir a fórmula VERB + OBJECT + INFINITIVE. No Português, este tipo de tradução é das mais dificultosas para os alunos perceberem. Isso porque os verbos mencionados em português precisam dos pronomes relativos para completar seu sentido se o "alguém" (objeto indireto) pratica uma ação. No inglês, eles "chamam" o objeto - e aqui entram os "Objective Pronouns" - e não o pronome relativo.

"She expects me to pass the exam."

Espero que possa ter ajudado um pouco mais!

See ya 'round!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

NA hora certa, NO lugar certo


Preposições são palavras que incomodam a vida de muita gente que estuda inglês. E elas são várias. Contudo, três delas acabam merecendo uma atenção bem especial, pois são as mais utilizadas: IN, ON e AT.

Estas três palavrinhas, numa tradução simples, significam “EM”, nossa preposição em português que exprime a idéia de posicionamento, seja ele temporal ou espacial. Nesse ponto, o português leva vantagem, pois nossa preposição funciona muito bem quando informamos o lugar que em que estamos. O máximo que ela pode assumir é uma combinação com os artigos definidos, no plural e no singular, formando NO, NA, NOS, NAS.

Muitos alunos, especialmente no início do curso de inglês, acabam por confundir seu uso, colocando-as de forma imprópria em exercícios gramaticais e, principalmente, orais.

Tendo em vista isso, podemos abordá-los de uma maneira bem simples, com um desenho igualmente simples. Este:



O que, a princípio parece apenas um “alvo”, é um forma de vermos e decorarmos as tais preposições. Numa primeira análise, cabe dizer que quanto mais específica for sua localização no tempo ou no espaço, mas para dentro do circulo você vai estar. Quer ver:

“Onde você mora?”, poderia perguntar um desavisado amigo ou estranho que queria chegar até onde você reside (ou se esconde, dependendo de alguns casos!). Que resposta você daria? Seu endereço? Provavelmente! Mas imagine que aquele estranho é um ser bem impertinente e você quer matá-lo no cansaço pra ver se ele desiste de você. Você poderia simplesmente responder: “eu moro no Brasil”! Háh, malandrão!

“Onde, ESPECIFICAMENTE, você mora?”, insistiria nosso impertinente amigo. Você, muito espirituosamente, poderia responder, ainda bem evasivamente, “eu moro no Rio Grande do Sul (ou qualquer outro Estado)”. Será que ele ainda consegue achar sua casa? Olhando assim, de cima do “Google Maps”, talvez não. Então ele insiste:

“Onde, MAIS ESPECIFICAMENTE, você mora?”. Ok, o cerco está apertando, mas sua resposta ainda pode ser vaga: “eu moro em Caxias do Sul!”. O “zoom in” no Google Maps do seu (muy)amigo está prestes a localizá-lo. É aí que vem uma pergunta crucial:

“Em que Rua você mora em Caxias do Sul – RS, Brasil?”. Ops, ele tá perto, mas a rua é grande e até ele achar sua casa, você terá tempo de se esconder ou estar no outro lado do mundo, se quiser. Você, contudo, não deixa de responder: “Na Rua das Flores (lugar fictício, qualquer semelhança é mera coincidência)!. Será que nosso amigo percorrerá toda a Rua das Flores, batendo de porta em porta, perguntando por você? Até poderia, se muito louco fosse. O fato é que, não satisfeito, ele faz a pergunta final:

“Qual é o endereço completo de sua casa?”. Ih, lascou-se! Agora ele te acha! “Rua das Flores, 123”, responde você. Pronto. Está especificado o endereço! Não há como escapar.

Como eu havia dito, o diagrama “IN, ON, AT”, funciona como um alvo, no qual, quanto mais ao centro, mais específica é sua posição. Nessa nossa história, qual informação é mais específica: o país ou a cidade onde você mora? A cidade ou a rua? A rua ou a casa 123 nela? Transpondo isso para o inglês, de trás para frente, temos o seguinte:

AT = 123 Flowers Street
ON = Flowers Street
IN = Passo Fundo – RS – Brasil

Portanto, os usos espaciais de IN, ON e AT, podem assim ser determinados:

No que se refere ao tempo, a ideia é a basicamente a mesma. Ocorre que a regra geral não vale totalmente a medida que vamos especificando nosso tempo. De qualquer sorte, o que é mais específico: o ano ou o mês? O mês ou o dia? O dia ou a hora? Seguindo esta lógica – e respeitadas as exceções, nosso diagrama fica desta forma:


Importante, contudo, deixar claro que IN, ON e AT tem implicações que tornam únicos seus usos, especialmente os dois primeiros, no que se refere ao espaço.

IN deve ser usado sempre com o sentido de “dentro de”, ou seja, sempre que algo ou alguém se achar em algum espaço delimitado ou fechado, pode-se dizer que está IN.
Exemplo: You can be AT HOME, IN your BEDROOM!
                   I’m IN THE PARK, waiting for you.

ON deve ser usado para demonstrar que algo ou alguém está em contato com superfícies ou outra pessoa ou objeto. Também é usado para meios de transporte. A ideia é de “junto de”.
Exemplo: The picture is ON the wall.
                   Do you have any money ON you?
                   She’s ON a train to San Francisco right now.

É bom lembrar que, assim como no português, as preposições podem combinar-se com os artigos definidos ou indefinidos. Tudo depende de quanto você precisa determinar ou especificar a sua referência. Lembrando que o artigo definido no inglês (THE = o/a/os/as) , bem como o artigo indefindo (A/AN = um, uma), tem a mesma função que no português.
Existem muitas combinações verbais e phrasal verbs que utilizam estas duas preposições. Neste caso, elas serão objeto de um estudo posterior. Quero finalizar com uma dúvida que pode estar matutando na cabeça de muita gente:
AT HOME x IN THE HOUSE

Primeiro, é bom lembrarmos que HOME nos dá a ideia de “lar”. Não é simplesmente um espaço físico. “Home is where you hang your hat”, já diz um famoso provérbio. Algo como “lar é onde está o coração”! Portanto, você pode sentir que seu lar é sua casa, ou seu escritório, ou até mesmo seu carro. HOME é uma questão de sentimento.
HOUSE tem o sentido da construção “casa”. Como formas de moradia, temos HOUSES AND APARTMENTS. Logo, por ser este um espaço físico delimitado, e estando dentro dele, utilizamos IN THE HOUSE, com o sentido de estarmos fisicamente ocupando um espaço  naquele espaço.

Com HOME, a preposição vai ser AT pois lar é um lugar muito específico e particular. O mesmo vale para “no trabalho”. You are AT WORK e não IN THE WORK justamente por que não pode estar dentro de algo como tarefas, papeis, telefonemas, etc. You can be IN YOUR OFFICE, AT WORK.
Tá bem assim?
Dúvidas, escrevam-me!
See ya ‘round!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Me migrei!

O pessoal que vinha me acompanhando e lendo minhas postagens no Tumblr agora vai poder me acompanhar aqui pelo Blogger. O endereço mudou um pouco, mas tudo aquilo a que estávamos propostos a fazer quando criamos o site "Teacher Sam" vai permanecer. Abaixo, estão minhas primeiras postagens, as quais migrei para cá para quem quisesse (re)ler.

Na sequência, vem mais um post novinho em folha!

Espero que vocês gostem daqui!

See ya 'round!

Quando VOCÊ é o Problema

VOCÊ traz sempre uma dor de cabeça para as traduções no inglês! Não a sua pessoa, mas o pronome VOCÊ! Quer entender?
Primeiramente, PRONOME é uma palavra que antecede um substantivo ou um nome, podendo até mesmo substituí-lo, limitando ou concretizando o significado de uma frase. No português, dentre tantas classes, chamo a atenção de três, pois elas são o alvo deste estudo: os Pronomes Pessoais, os Pronomes de Tratamento e os Pronomes Possessivos.
Começo pelos pessoais. Eles indicam a presença das pessoas gramaticais, ou seja, quem fala, com quem se fala e de quem se fala. Na ordem, são as famosas 1ª, 2ª e 3ª pessoas. Elas aparecem tanto no singular, quanto no plural. Lembrou de quem são?
  • Quem Fala - 1ª Pessoa - EU / NÓS
  • Com quem se fala - 2ª Pessoa - TU / VÓS
  • De quem se fala - 3ª Pessoa - ELE / ELES
Partindo pra analogia com a língua inglesa, temos os Personal Pronounsou Subject Pronouns. São os pronomes que conjugam os verbos em inglês. Portanto, eles virão sempre antes do verbo.
  • EU - I
  • TU - You
  • ELE - He
  • ELA - She
  • “Isso” - IT
  • NÓS - We
  • VÓS - You
  • ELES/ELAS - They
O que, com certeza, passa despercebido é que poucos notam que “VOCÊ” não está na lista de pronomes pessoais! Por que usamos então?
Isso nos traz aos Pronomes de Tratamento, que usados no trato formal, destinados à situações que exigem o “respeito” do interlocutor devido o grau de importância que a outra parte possui. Dentre estes, temos Vossa Excelência, Vossa Majestade, Vossa Senhoria e um cara uma vez chamado de “Vossa Mercê”! Ao longo dos anos e da evolução da língua portuguesa, esse pronome de tratamento foi-se encurtando, encurtando, encurtando… Era Vossa Mercê, virou Vosmecê, que virou VOCÊ! E continua encurtando, né: Ocê, Cê… (onde será que vai parar?).
O inglês não possui pronomes de tratamento. Na verdade, os possui na medida em que temos o Senhor/Senhora (Mister/Mistress - Sir/Maddam), mas não na forma de usá-los diretamente no discurso. Quando uma frase como “O senhor não quer entrar para tomar uma xícara de café?” aparece, ninguém traduz “Does’n’t The Mister/Sir want to come in for a cup of coffee?”! “O Senhor”, neste caso, é a pessoa com quem falamos. Logo, é a 2ª pessoa. Qual é a 2ª pessoa no inglês: YOU! “Don’t you want to come in for a cup of coffee?” não fica mais adequado e correto? Fica!
Perceba que aqui, aos usarmos um pronome de tratamento, acabamos indo, automaticamente para o uso da 2ª Pessoa - YOU. Contudo, em termos de conjugação no Português, os pronomes de tratamento são conjugados como se estivessem em 3ª PESSOA - ELE/ELA. E é aí que começa a confusão.
VOCÊ é pronome de tratamento. Deve ser conjugado em 3ª Pessoa. Ex.: “VOCÊ É O QUE VOCÊ COME” (eu sou, tu és, ELE É = VOCÊ). Como eu me dirijo à pessoa com quem eu falo usando um tratamento, esta passa a ser vista como a 2ª pessoa. Portanto, para traduções de português para o inglês, VOCÊ assume um lugar na 2ª pessoa - YOU!
  • EU - I
  • TU/VOCÊ - You
  • ELE - He
  • ELA - She
  • “Isso” - IT
  • NÓS - We
  • VÓS/VOCÊS - You
  • ELES/ELAS - They
A confusão passa mesmo a existir quando passamos a usar os Pronomes Possessivos. Eles, de uma maneira geral, costumam a concordar com a pessoa que inicia o discurso ou a quem referimos no discurso.
  • EU —> MEU(S)/MINHA(S)
  • TU —> TEU(S)/TUA(S)
  • ELE —> SEU(S)/SUA(S)
  • NÓS —> NOSSO(A)(S)
  • VÓS —> VOSSO(A)(S)
  • ELES —> SEU(S)/SUA(S)
Então, seguindo a linha de raciocínio que demos antes, VOCÊ, por ser conjugado como 3ª PESSOA, vai receber os PRONOMES POSSESSIVOS relativos a esta pessoa!
“Ele lavou seu carro antes da chuva”! —> De quem é este carro? “SEU, ué. Tá dito ali”, me responderia um apressadinho. Como eu falei, geralmente, há a concordância da pessoa que inicia o discurso. Quem começou o discurso?ELE. Portanto, de quem é o carro? SEU —> PRONOME POSSESSIVO DA 3ª PESSOA!
O problema é que os alunos associam o YOU ao VOCÊ e, logo, ao YOUR, traduzindo-o como “SEU”! Na frase em questão, não foi VOCÊ quem “lavou o carro”, mas a 3ª pessoa - ELE. O pronome possessivo na relação é SEU!SEU, aqui, NÃO pode ser YOUR!
“HE washed HIS car before it started raining!”
Ele até pode ter lavado “YOUR car”, mas duvido que faria isso, por concordância nominal ou sem o devido pagamento.
Assim, YOUR somente vai ser SEU com sentido de VOCÊ quando estiver VOCÊ estiver na 2ª pessoa.
Possessive Adjectives:
  • MY —> I
  • YOUR —> YOU
  • HIS —> HE
  • HER —> SHE
  • ITS —> IT
  • OUR —> WE
  • YOUR —> YOU
  • THEIR —> THEY
“Você lavará seu carro antes de chover?” — WILL YOU WASH YOURCAR BEFORE IT STARTS RAINING?
Para que as confusões sejam diminuídas, foi criada uma solução: juntar a preposição DE mais o pronome ELE/ELA para determinar a posse da 3ª pessoa. Note, contudo, que DELE(A)(S) não são pronomes possessivos. São tão somente formas combinadas que determinam a inferência do sujeito sobre algo!
Assim, temos que HIM = DELE; HER = DELA; THEIR = DELES(AS).
Essa associação é possível, desde que se tenha em mente que as traduções aqui apresentadas não constituem-se em pronomes possessivos e servem para diferenciar o “SEU de VOCÊ” do “SEU de ELE”, OK?
Em resumo, temos isso:
  1. VOCÊ é pronome de tratamento. Utiliza conjugação de 3ª pessoa! Contudo, é utilizado como a pessoa “com quem se fala” (2ª). Isso nos leva a traduzi-lo como YOU no inglês.
  2. O pronome possessivo YOUR (“possesive adjective”) é pronome de 2ª pessoa, relativo ao YOU. Portanto, sua tradução mais adequada éTEU(S)/TUA(S).
  3. Usando o VOCÊ como pessoa com quem falamos, o pronome YOUR é traduzido conforme se utilizam os pronomes de tratamento: na 3ª pessoa, como sendo SEU/SUA.
Por isso, muito cuidado ao traduzir frases que tem o YOUR ou SEU/SUA. Analise o contexto, veja se é “com quem” ou “de quem falamos”!
Se ainda tiver alguma dúvida, pode deixar um recado aqui ou mandar um e-mail pra teachersam@terra.com.br
See ya ‘round!